terça-feira, 13 de julho de 2010

os encantos da vida CAPÍTULO FIINAAL

Deixei cair-me deitando de lado, acariciando meu sobretudo, abracei-o fortemente enquanto vivia por alguns instantes vivências alheias. – AH se eles soubessem que sei o que eles sentem! – AH se eu pudesse lhes falar! Exclamei alegremente a mim mesmo.

Desperto por aquela renovada energia, fui até o jardim. Um caracol me esperava, em sua bela casa roxo-reluzente de pontos brilhantes que mudavam de cor a cada “passo” do animal e da luz. Observei encantado seu caminho, seus poros, sua carne. Dei alguns passos e pulos – merecia aquilo naquela perfeita manhã de vívido sol.

Voltando ao quarto, fechei as janelas, quando a sobreposição das formas tornou-se mais curiosa, virei-me ao espelho, meu rosto se tornou dourado-esverdeado, o lado esquerdo muchou, logo voltando e espremendo minha cabeça ao meio que inchou, metamorfoseou-se em outras formas até chegar a um “zig-zag”, como um balanço de papel ao vento. De olhos fechados, exercitei a imaginação, pensava num tema logo surgia uma situação equivalente da qual eu participava e simultaneamente “comentava” a mim mesmo.

Faltava a realização do caminho traçado pelos sábios: dormir. Deitei, mais alguma imaginação profunda. Acordei pela tarde ainda sob algum efeito, não havia ainda assimilado bem o que tinha ocorrido. Ao longo dos dias seguintes a força, o vigor, a vida (!), tornaram-se maiores e mais fortes em mim. As sutilezas dos prazeres ganharam tremenda imensidão. Eu já não era mais o mesmo...

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