terça-feira, 13 de julho de 2010

criação : os encantos da vida [2]

Já em estado de graça diante tamanho prazer, inebriado em cada poro e cada olhar, deixei-me cair na cama. Cada movimento ou a falta deles era simplesmente extremo prazer. Enquanto observava pela janela as plantas e os pássaros sob o reluzente amanhecer, liguei para uma amiga. Contei-lhe a situação que se passava, ela demonstrando entusiasmo por minha condição, perguntou quantos cogumelos eu havia comido, respondi prontamente: - Todos! De fato eu havia comido todos. Quase que girando deitado, mais algumas frases ditas com extrema felicidade e deliciosas gargalhadas, levantei-me com alguma dificuldade. Troquei o CD, colocando Enya e suas músicas vastas e seus graciosos violinos. Minhas mãos romperam nossas leis gravitacionais sendo sugadas ao alto, puxando delicadamente todo o corpo – mais um passo e eu estaria acima do chão. Involuntariamente dançava com os violinos, meus braços se posicionaram: eu tinha um violino! Minhas mãos seguiam com maestria a melodia em sua precisão, harmonia e leveza. Eu fui aquele violino e aquela música.

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