Os visuais se tornavam sensações, partindo em blocos flutuantes, provocando seqüências absurdas dos mais variados tipos de prazeres. Blocos verdes, rosa e outros tons menos nítidos se integravam, vindo de todos os lados. Todo o lugar estava como que com linhas metálicas de varal, que se dissolviam em fina chuva dentro do meu quarto, sob meu corpo e os móveis. O campo energético de minhas mãos deixava a impressão suspensa no ar por alguns segundos, fadas dançavam pousando suavemente sob minhas mãos. O prazer crescia descontroladamente, parecendo não ter limites. Em vão tentei vomitar, a náusea acompanhava o crescimento do prazer, que neste momento fazia tilintar pequeninos sinos azul-laranja que cobriam meu campo de visão, ululando pelo meu corpo. Fiquei alguns momentos sentado com o tronco inclinado, enquanto eu “massageava” o chão de cerâmica escura, balbuciava alguns sons sem nexo.
Esforçando-me fui até o banheiro, molhei o rosto, sorri a mim mesmo alegre, feliz. Meu corpo queimava, a visão trêmula me obrigou a voltar a sentar. Lentamente voltei-me para o teto esbranquiçado, meus braços novamente foram sugados, quando um clareamento incomum como um estrondo explodiu em centenas, milhares, milhões de sensações, vivências, lugares! Cai de costas chorando o choro mais puro de que possa me recordar. Sentei-me jorrando límpidas lágrimas, ergui as mãos como quem adora e agradeci com louvor. Era à Vida a quem eu me dirigia, as energias escorriam por minhas mãos, recebi ali verdadeira força, vigor...vida!
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