terça-feira, 13 de julho de 2010

http://fui-drogado.blogspot.com/2006/09/pai-sou-toxicodependente.html

Se liguem nessa história real:
A partir daqui não mais consegui ter controlo sobre a situação. Lembro-me que este episódio, a consulta com a psiquiatra, se passou perto do Natal, lembro-me também que nesse ano tivemos visitas lá em casa e de como foi difícil “vender” a história do esgotamento e das dores resultantes do tratamento a alguns familiares meus, mas lá me safei.
Daqui em diante a mentira passou a ser diária, mentia às médicas, mentia aos meus pais, mentia à namorada, enfim para ocultar uma mentira era sempre necessário contar outra mentira.
Em vez de conseguir parar de consumir, passou-se precisamente o contrário, cada vez consumia mais, e em consequência comecei a roubar mais.
Como nem sempre era fácil vender as coisas que roubava lá no bairro, comecei a tentar trocar directamente os artigos que arranjava por cavalo. Lembro-me de um dia estar dentro de uma casa nas Galinheiras com duas ou três máquinas fotográficas a suplicar dois ou três pacotes e nada, não consegui nada.
A situação estava totalmente descontrolada, sentia-me perdido e pela primeira vez tinha a noção de que estava preso e que já não tinha força para lutar.
Ao contrário dos relatos que tenho lido, eu queria lutar para me livrar do pesadelo, mas não tinha força, sentia-me impotente, desesperado. Nunca me entreguei à ideia de que não valia a pena lutar, mas também ainda não percebia que para deixar teria de ser para sempre (sempre é tanto tempo). Na minha cabeça eu queria parar por um tempo…para voltar a consumir mais tarde, de novo com o controlo na minha mão.
Enfim, a tristeza e o medo foram-se apoderando de mim, até que deixei de resistir. Então um dia, sem ter planeado nada, enquanto almoçava com o meu pai não suportei mais a dor que sentia, e às suas perguntas insistentes para que eu lhe contasse o que se passava comigo, respondi: “Pai, eu sou toxicodependente!”
Assim, sem mais nem menos, a frio, sem preparação sem nada, sou toxicodependente.
Ainda hoje estremeço quando me lembro desse dia, e do desgosto que devo ter dado a todos os que me rodeavam. Estavam todos longe de pensar que o pesadelo ainda mal tinha começado e que se iria arrastar ainda durante alguns anos.

os encantos da vida CAPÍTULO FIINAAL

Deixei cair-me deitando de lado, acariciando meu sobretudo, abracei-o fortemente enquanto vivia por alguns instantes vivências alheias. – AH se eles soubessem que sei o que eles sentem! – AH se eu pudesse lhes falar! Exclamei alegremente a mim mesmo.

Desperto por aquela renovada energia, fui até o jardim. Um caracol me esperava, em sua bela casa roxo-reluzente de pontos brilhantes que mudavam de cor a cada “passo” do animal e da luz. Observei encantado seu caminho, seus poros, sua carne. Dei alguns passos e pulos – merecia aquilo naquela perfeita manhã de vívido sol.

Voltando ao quarto, fechei as janelas, quando a sobreposição das formas tornou-se mais curiosa, virei-me ao espelho, meu rosto se tornou dourado-esverdeado, o lado esquerdo muchou, logo voltando e espremendo minha cabeça ao meio que inchou, metamorfoseou-se em outras formas até chegar a um “zig-zag”, como um balanço de papel ao vento. De olhos fechados, exercitei a imaginação, pensava num tema logo surgia uma situação equivalente da qual eu participava e simultaneamente “comentava” a mim mesmo.

Faltava a realização do caminho traçado pelos sábios: dormir. Deitei, mais alguma imaginação profunda. Acordei pela tarde ainda sob algum efeito, não havia ainda assimilado bem o que tinha ocorrido. Ao longo dos dias seguintes a força, o vigor, a vida (!), tornaram-se maiores e mais fortes em mim. As sutilezas dos prazeres ganharam tremenda imensidão. Eu já não era mais o mesmo...

criação : os encantos da vida [3]

Os visuais se tornavam sensações, partindo em blocos flutuantes, provocando seqüências absurdas dos mais variados tipos de prazeres. Blocos verdes, rosa e outros tons menos nítidos se integravam, vindo de todos os lados. Todo o lugar estava como que com linhas metálicas de varal, que se dissolviam em fina chuva dentro do meu quarto, sob meu corpo e os móveis. O campo energético de minhas mãos deixava a impressão suspensa no ar por alguns segundos, fadas dançavam pousando suavemente sob minhas mãos. O prazer crescia descontroladamente, parecendo não ter limites. Em vão tentei vomitar, a náusea acompanhava o crescimento do prazer, que neste momento fazia tilintar pequeninos sinos azul-laranja que cobriam meu campo de visão, ululando pelo meu corpo. Fiquei alguns momentos sentado com o tronco inclinado, enquanto eu “massageava” o chão de cerâmica escura, balbuciava alguns sons sem nexo.

Esforçando-me fui até o banheiro, molhei o rosto, sorri a mim mesmo alegre, feliz. Meu corpo queimava, a visão trêmula me obrigou a voltar a sentar. Lentamente voltei-me para o teto esbranquiçado, meus braços novamente foram sugados, quando um clareamento incomum como um estrondo explodiu em centenas, milhares, milhões de sensações, vivências, lugares! Cai de costas chorando o choro mais puro de que possa me recordar. Sentei-me jorrando límpidas lágrimas, ergui as mãos como quem adora e agradeci com louvor. Era à Vida a quem eu me dirigia, as energias escorriam por minhas mãos, recebi ali verdadeira força, vigor...vida!

criação : os encantos da vida [2]

Já em estado de graça diante tamanho prazer, inebriado em cada poro e cada olhar, deixei-me cair na cama. Cada movimento ou a falta deles era simplesmente extremo prazer. Enquanto observava pela janela as plantas e os pássaros sob o reluzente amanhecer, liguei para uma amiga. Contei-lhe a situação que se passava, ela demonstrando entusiasmo por minha condição, perguntou quantos cogumelos eu havia comido, respondi prontamente: - Todos! De fato eu havia comido todos. Quase que girando deitado, mais algumas frases ditas com extrema felicidade e deliciosas gargalhadas, levantei-me com alguma dificuldade. Troquei o CD, colocando Enya e suas músicas vastas e seus graciosos violinos. Minhas mãos romperam nossas leis gravitacionais sendo sugadas ao alto, puxando delicadamente todo o corpo – mais um passo e eu estaria acima do chão. Involuntariamente dançava com os violinos, meus braços se posicionaram: eu tinha um violino! Minhas mãos seguiam com maestria a melodia em sua precisão, harmonia e leveza. Eu fui aquele violino e aquela música.

criação : os encantos da vida [1]

Faltavam poucos minutos para o amanhecer, eu agitado em meu pequeno quarto figurado por blocos de tijolos e madeira marrons, sintonia total com uma olaria. Com um xarope de guaraná comi alguns cubensis. Embora um tanto cansado, cantava festivas músicas ao longo do que ia sendo tomado por extrema sonolência. Os grandes mestres azulados cobriam-me com um ardente manto, me pondo à cama com força. Resisti cambaleante àquele sono que estava mais que claro ser o necessário e inevitável à minha condição no tal momento. Era aquele meu fatal destino – mas desviamos nossos caminhos.

Olhos cerrados, membros pesados. O delicioso manto cobria-me mais a cada passo, ao ponto de prender-me à cama por vários segundos, intercalados em acessos de euforia seguidos de disforia. Iniciaram-se as náuseas. Todo meu corpo vibrava em disparos frenéticos de substâncias; o campo de visão tendia a fundir-se todo num único denso vítreo objeto. Eu via constantemente deslocamentos de tijolos para dentro uns dos outros, o display colorido do Som, mesmo a poucos centímetros, era indecifrável. Sob forte excitação nervosa, eu observava curioso, atento, paciente, até dedicado: disparei em tremendas gargalhadas! A excitação aumentava; cada toque meu corpo ardia em prazer, logo estava em completo êxtase. Acompanhando esta sensação havia uma náusea. Eu sentia algo cíclico “passeando” pelo meu corpo, começando pelos pés, passando pelo estômago chegando à parte traseira da cabeça.

Arte de mandar se fuder !


Minha vida foi sempre pautada em críticas. Primeiramente pelas que sofria dos outros, por mais que me esforçasse, estudasse, fosse esperto, inteligente e sagaz, sempre era o maldito magricelo burro. Somente isso.
Cresci sobre o signo da crítica, com a auto-estima baixa mas extremamente convencido do meu potencial, em suma um paradoxo ambulante de novo. Então, passei a ser também muito crítico comigo mesmo e com os outros, mas sem nunca hostilizar ninguém ou expor ao rídiculo como faziam comigo. Com o passar do tempo, virou minha marca criticar e as pessoas passaram a me chamar de chatao por conta disso. De vítima passei à vilão (BANDO DE FDP). Então até quando não estou dizendo nada demais, as pessoas me acusam de ser crítico demais.

Mas a vida me ensinou uma coisa muito importante: não tenho paciência com os humanos. Logo: vá se fuder quem acha isso. E tenho dito. Se acharem ruim se fodam mais ainda.
Hoje em dia não ligo para o que os outros falam, mesmo sendo criticas construtivas , mesmo sendo Beeeeeem Menoos que antes.
então acho que isso mostre como fuder a sua vida.

religião só fode.



Eu sou ATEU, mas é bom que fique claro que eu não sou contra a sua religião.

Em primeiro lugar, eu sou contra qualquer igreja ou templo, que arrecada dinheiro, porque fé não se compra e muito menos um vaga no céu, que acho isso uma vergonha. Todas as igrejas cristãs que conheço, cobram dízimo que por sinal moro do lado de uma igreja (casa com casa). Mas porque se paga este ''imposto''? que benefício se ganha? Provavelmente as pessoas acreditam que vão para o céu se pagarem em dia o seu dízimo. Enquanto isso as igrejas vão aumentando seus patrimônios de forma impressionante. Para que você vai todo domingo pra igreja? Para garantir a sua vaga no céu? Mas se Deus é onipresente, para que você vai à igreja, se você pode falar com ele em qualquer lugar?

Por que várias igrejas cristãs são contra pessoas como Ozzy Osbourni e Raul Seixas? Porque eles tem uma crença diferentes dos cristãos. Com a desculpa de que são satânistas HAHAHA, eles descriminam pessoas normais que tem crenças diferentes. Até onde sei Raul Seixas não fez mal a ninguém. Como eu sou contra a qualquer tipo de discriminação, sou completamente contra essas igrejas cristãs.

Todos os ateus que conheço, eram cristãos e depois se "desconverteram", claro que há excessões.
Na minha vida a religião foi presente por cerca de 10 anos, tive que aturar como se fosse forçado pela minha familia, que é basicamente a maior parte dos que vão na igreja e que acreditam.
Eu não quero mudar sua opnião nem nada disso, só estou mostrando meu lado de ver a religião.
Obrigado, não sei se isso irá de deixar triste ou bravo mas como diz o titulo : Como se fuder na vida.